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10 dicas fundamentais para uma boa gestão híbrida

Tempo de leitura: 6 minutos

De acordo com um estudo da Best Practice Institute, de abril deste ano, enquanto 83% dos CEOs desejam que os funcionários retornem presencialmente, apenas 10% dos funcionários desejam voltar em tempo integral. A resposta ao modelo híbrido tem um grande foco em tornar o trabalho seguro, organizado, produtivo e atraente.

O trabalho remoto  está longe de ser uma invenção da década, mas a necessidade de adaptação ao isolamento social fez com que ele se tornasse uma nova realidade.  Sim, ele traz alguns problemas, mas vantagens muito atrativas como: economia de tempo no trajeto, de dinheiro com roupas, alimentação e facilita as pessoas a lidar com problemas pessoais no dia-a-dia. 

A flexibilidade e o aumento da produtividade quebraram estigmas, transformaram a lógica do trabalho e possibilitaram o crescimento exponencial das empresas que já carregavam a inovação em seu DNA. 

Mas quanto de nosso trabalho deve retornar ao escritório?  Uma coisa é certa: diante de grandes desafios, o medo e resistência serão os maiores inimigos de qualquer corporação. também 

O retorno está próximo

Com a vacinação em andamento no Brasil, a volta para o escritório está cada vez mais próxima, e precisamos entender como quase dois anos de formato remoto impactaram no modelo de trabalho das empresas. Será uma experiência totalmente nova para líderes e times, testando novos modelos de reuniões, contratações, flexibilidade, compatibilidades, temperamentos e o papel principal dessa missão está nas mãos do RH. 

No Brasil, 43% das empresas já escolheram o modelo híbrido como principal formato, como apontou uma pesquisa do Google de maio de 2021. Nos países onde as campanhas de vacinação estão mais avançadas, o modelo híbrido já é majoritário e parece estar funcionando: uma  pesquisa mais recente da Glint mostra que a felicidade no trabalho está aumentando. Veja no gráfico abaixo.

Ao adotar esse modelo, uma empresa tem a oportunidade de unir o melhor dos dois mundos: a produtividade do remoto e a colaboração do presencial.  A combinação não é 50% por 50%, e entender quais são as atividades designadas para o lar e para o escritório será o grande diferencial estratégico para as empresas que querem adotar um modelo híbrido de sucesso.   

A resposta à pandemia e ao modelo de trabalho híbrido tem um grande foco em tornar os funcionários seguros, produtivos e alinhados. Se antes o escritório era a única realidade para exercer o trabalho, hoje ele compete com o lar de todos os funcionários. Portanto é fundamental colocar esforços para tornar a experiência de trabalho presencial melhor e mais atraente.

Pensando nisso, Josh Bersin – um dos maiores consultores de RH do mundo – publicou um estudo com 10 principais lições  para a construção de um modelo híbrido de sucesso baseado em empresas que já estão testando esse novo formato mundo afora. Neste artigo, compilamos os principais pontos de atenção , trazendo também dados importantes do Brasil e insights fundamentais para o RH e a liderança da sua empresa. 

O que aprendemos

  1. Entenda que o trabalho híbrido é bom para os negócios 

Mesmo que os CEOs anseiem por uma volta ao escritório e exijam o trabalho presencial, é preciso flexibilidade para dar mais autonomia aos funcionários para trabalharem da maneira que funciona melhor para eles . Sabemos que se os colaboradores estão felizes, isso é bom para os negócios.  Sim, às vezes temos que nos encontrar cara a cara para reuniões de design, visitas de vendas e outras atividades importantes. Mas muitos de nós precisamos de tempo para pesquisa, redação, design e trabalho criativo – portanto, dar às pessoas um “lugar para ir” faz sentido.

De acordo com a publicação de Josh Bersin, todas as empresas avaliadas com modelo híbrido obtiveram resultados positivos. A Ford Motor Company, uma das empresas mais antigas e tradicionais do mundo, agora abraça com entusiasmo o trabalho flexível – e os funcionários adoram.  Além da Ford, a Microsoft, a Google e muitas outras. 

No Brasil, pesquisas apontam que os jovens são os que mais sugerem o modelo híbrido no pós-pandemia, com 76% de adesão entre 18 e 21 anos, e 54% entre 22 e 37 anos (Google Workspace).

  1. Considere todas as dimensões do híbrido

O trabalho híbrido significa mais do que permitir trabalhar em casa. É fundamental considerar algumas dimensões para que o modelo funcione, como: localização, horário (fuso), tempo de trabalho, ferramentas, normas necessárias, diversidade, inclusão e muito mais. 

  1. A experiência para o funcionário no escritório precisa ser ainda melhor

O estigma do trabalho remoto foi quebrado e agora o escritório compete com a lógica do trabalho no conforto do lar. Ainda assim, 90% dos funcionários sentem falta de algum aspecto de seu local de trabalho, mas o número de dias que desejam passar no escritório varia muito, o que pode criar uma dor de cabeça de programação para os líderes que tentam acomodar suas equipes.

Um estudo da PwC mostra que 28% dos funcionários desejam trabalhar remotamente cinco dias por semana, 35% preferem dois ou três dias e apenas 8% ainda querem estar no escritório em tempo integral.

Dito isso, um dos pontos de atenção mais importantes é justamente o investimento na qualidade da experiência do seu funcionário no escritório, como infraestrutura e bem-estar,  para tornar o trabalho melhor e mais atraente.

Um estudo feito pela IDC Brasil mostrou as principais vantagens e desvantagens do trabalho remoto na visão dos brasileiros . O café com colegas (50%) e as reuniões presenciais (44%) estão entre as atividades que os colaboradores mais sentem falta. Já a economia de tempo com deslocamento foi considerada o principal benefício (67%).

  1. Mantenha o foco na cultura

Falar de cultura é sempre muito importante, mas no contexto do modelo híbrido é indispensável, já que a cultura é criada por meio de práticas de trabalho, comportamentos de gerenciamento, sistemas de recompensa e flexibilidade oferecida. É importante ter essas discussões, para que as pessoas saibam o que é esperado delas e o que não é permitido. 

Ainda segundo a pesquisa da IDC Brasil,  é possível perceber uma discrepância entre as empresas que já mantinham uma cultura forte mesmo antes da pandemia, e as empresas que não. Segundo o estudo, 75% das empresas brasileiras que já possuem a cultura no radar das prioridades afirmaram que foi fácil manter a conexão entre equipes e demais áreas da empresa, contra 60% de empresas que não possuem esse hábito.

Há muitos casos de empresas que se conectaram e se tornaram mais colaborativas durante a pandemia, mas conforme retornaram para o escritório, isso se perdeu. Enquanto líder de RH, você deve estar atento a isso: Não estamos “voltando” para o escritório, estamos “avançando” para uma nova cultura de trabalho híbrida. A rede de apoio construída entre os colaboradores é o que tornará a sua corporação mais forte diante das demandas desafiadoras do mercado. 

  1. Estabeleça uma plataforma de escuta 

Josh Bersin sugere que “entre todas as práticas que estudamos durante a pandemia, ouvir o funcionário surgiu como a mais  impactante e mais importante para o futuro do trabalho”,  O modelo híbrido  é uma experiência nova, que ainda sofrerá muitas mudanças, as pessoas constantemente trarão novas ideias, questões e sugestões. É importante criar canais para ouvir e entrevistar as pessoas regularmente e estar aberto a transformações.

  1. Ofereça plataformas colaborativas de aprendizagem contínua 

Gigantes do mercado Tech, como Zoom, Microsoft e Google, estão investindo milhões de dólares em ferramentas para reuniões remotas, gestão de conhecimento, local de trabalho seguro e bem-estar. Olhar para todas essas possibilidades e entender o que funciona para o seu negócio, pode ser uma estratégia genial. 

De acordo com o último Relatório de Bem-Estar do Funcionário da Glint (maio 2021), as oportunidades de aprender, crescer e colaborar são consideradas os principais impulsionadores de uma excelente cultura de trabalho. 

  1. Integre o trabalho híbrido ao programa de bem-estar

A sua equipe deve estar preparada para incluir programas de bem-estar no trabalho híbrido, promovendo benefícios de saúde mental e treinamentos. O trabalho híbrido pode ser ótimo para muitas pessoas, mas também introduz novas pressões sobre os funcionários, por isso é importante se perguntar: “Quais benefícios de bem-estar a minha empresa pode oferecer para o meu colaborador?” 

  1. Traga a liderança para a conversa

Essa é para os CEOs: uma nova pesquisa da Glint mostra que os gerentes estão entre as pessoas mais estressadas em sua empresa! Eles não deveriam apenas concordar com sua estratégia híbrida, mas também ter certeza de que isso tornaria suas vidas mais fáceis. Se os líderes não confiarem ou não acreditarem no seu programa de trabalho híbrido , ele não funcionará de forma alguma. 

  1. Duplique a segurança de TI

O tema da Segurança da Informação já rendeu um artigo aqui no nosso blog mas é sempre importante relembrar a sua importância. Em tempos de trabalho remoto e híbrido, a equipe de segurança de TI deve examinar sua política e decidir se as informações de localização, segurança VPN ou novas políticas de senha são necessárias.

Sabemos que no Brasil, os ataques cibernéticos cresceram 860% e o custo médio de uma invasão também aumentou para US$3,92 milhões, portanto, redobre os seus cuidados e certifique-se de comunicar as políticas de privacidade e proteção de dados de sua empresa. 

  1. Confie e experimente novas ideias

Por fim, sabemos que só estamos no começo da transformação digital no trabalho, por isso mantenha a mente aberta para novas ideias! Muitas empresas já estão usando o treinamento em realidade virtual para substituir as reuniões fly-in. As organizações estão oferecendo benefícios adicionais de saúde e educação para ajudar as mulheres a voltarem ao trabalho. Os gerentes estão tendo reuniões ponto a ponto para ver o que está funcionando. 

Já estamos no futuro e a tendência é confiar nas pessoas. Dê ao seu time confiança, clareza, possibilidades de crescimento e eles saberão como fazer o trabalho.  A confiança continua sendo uma das ferramentas mais importantes que você possui. 

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A gestão do bem-estar está entre os aspectos mais importantes para oferecer uma boa experiência à jornada de trabalho. Ouça o podcast que gravamos com a Denise Garcia, consultora em atenção plena, meditação, empatia, propósito e performance do TLEX Institute, para grandes empresas em todo o Brasil.

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